mozinha mozão
te amo bem muito
te amo muitão
sem ti eu não sou nada
contigo eu sou tudo
meu amor é um manada
sem ti eu sou mudo
mozinha mozão
tu é o meu coração
a vida sem ti é um cocozão
a vida sem ti é coisa do cão
(Guilherme, 6 anos)
Acídia
sábado, 30 de setembro de 2017
sábado, 20 de junho de 2015
Felicidade Melancólica
Eu sou um garoto
Pela idade, eu sou considerado um jovem adulto
Mas, sem dúvidas, continuo sendo um garoto
São várias as responsabilidades de um jovem adulto
Sendo ele só um garoto ou não
O que faz, então, um jovem adulto perceber que é um garoto?
Simples: ele percebe isso quando se apaixona por uma mulher.
O problema é que, sendo garoto, ele não sabe lidar com isso
E acaba fazendo o que todo garoto faz diante de uma encruzilhada:
fica indeciso, não sabe o que fazer e acaba sentado no chão, chorando.
Essa é, a priori, a sina de um garoto que se apaixona por uma mulher.
O garoto pode, então, optar por se tornar um homem.
Homem, decidido, centrado e conformado
O homem aceita todo o papel imposto a ele pelas estruturas sociais
Ele respira a fragmentação da pós-modernidade e forja aí o seu caráter
Aí está, então, o homem, o parceiro determinado pelo determinismo
para a mulher.
Pode um garoto não querer ser homem e amar uma mulher?
Pode um garoto querer negar a estrada de tijolos de ouro da hombridade
Para continuar sendo um garoto, sonhador, ingênuo, confuso e apaixonado?
À la Sartre et Beauvoir?
É coisa de homem querer colher os frutos da carreira,
Da vida adulta.
Calcular os riscos, prever os danos
Estabelecer, de acordo com a lógica cartesiana
O que deve ser feito e o que não deve ser feito.
É coisa de garoto se apaixonar pelo vento,
Escutar uma música e fumar um cigarro, olhando para a janela
Numa felicidade melancólica de quem aceitou a sentença
Da liberdade.
"O homem é condenado a ser livre"
Perdoem-me os existencialistas, mas aqui eu fico com o Foucault
O homem é o corpo no qual as estruturas de poder agem, determinando-o
Portanto, não é livre.
Livre é o garoto. O garoto é que é condenado a ser livre.
No meu caso, essa condenação veio por meio do amor.
Assim, retomemos o questionamento presente acima:
Pode um garoto não querer ser homem e amar uma mulher?
Podemos tentar, ora.
Podemos mostrar que nem sempre o determinismo prevalece
E que um garoto não precisa ser um homem para amar uma mulher
Por mim, tentamos, porque o outro método já se provou ineficaz
Assim, observemos o que esses dois seres vão fazer da vida:
A mulher e o garoto que está aprendendo a brincar de amar.
De G
Para I.
Pela idade, eu sou considerado um jovem adulto
Mas, sem dúvidas, continuo sendo um garoto
São várias as responsabilidades de um jovem adulto
Sendo ele só um garoto ou não
O que faz, então, um jovem adulto perceber que é um garoto?
Simples: ele percebe isso quando se apaixona por uma mulher.
O problema é que, sendo garoto, ele não sabe lidar com isso
E acaba fazendo o que todo garoto faz diante de uma encruzilhada:
fica indeciso, não sabe o que fazer e acaba sentado no chão, chorando.
Essa é, a priori, a sina de um garoto que se apaixona por uma mulher.
O garoto pode, então, optar por se tornar um homem.
Homem, decidido, centrado e conformado
O homem aceita todo o papel imposto a ele pelas estruturas sociais
Ele respira a fragmentação da pós-modernidade e forja aí o seu caráter
Aí está, então, o homem, o parceiro determinado pelo determinismo
para a mulher.
Pode um garoto não querer ser homem e amar uma mulher?
Pode um garoto querer negar a estrada de tijolos de ouro da hombridade
Para continuar sendo um garoto, sonhador, ingênuo, confuso e apaixonado?
À la Sartre et Beauvoir?
É coisa de homem querer colher os frutos da carreira,
Da vida adulta.
Calcular os riscos, prever os danos
Estabelecer, de acordo com a lógica cartesiana
O que deve ser feito e o que não deve ser feito.
É coisa de garoto se apaixonar pelo vento,
Escutar uma música e fumar um cigarro, olhando para a janela
Numa felicidade melancólica de quem aceitou a sentença
Da liberdade.
"O homem é condenado a ser livre"
Perdoem-me os existencialistas, mas aqui eu fico com o Foucault
O homem é o corpo no qual as estruturas de poder agem, determinando-o
Portanto, não é livre.
Livre é o garoto. O garoto é que é condenado a ser livre.
No meu caso, essa condenação veio por meio do amor.
Assim, retomemos o questionamento presente acima:
Pode um garoto não querer ser homem e amar uma mulher?
Podemos tentar, ora.
Podemos mostrar que nem sempre o determinismo prevalece
E que um garoto não precisa ser um homem para amar uma mulher
Por mim, tentamos, porque o outro método já se provou ineficaz
Assim, observemos o que esses dois seres vão fazer da vida:
A mulher e o garoto que está aprendendo a brincar de amar.
De G
Para I.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Isqueiro azul
Dividi folhas secas contigo
Tu as embrulhaste em papel de seda
E antes de virarmos as costas,
O isqueiro azul.
O teu chamado foi poesia
que uniu os pedaços dela
em divinos seres que deixaram marcas
No isqueiro azul.
Minha mão tirou teu cabelo pra dançar
Enciumada, tua nuca pediu a vez
Arrepiada, nossa pele pediu se ter
Não houve espaço para
O isqueiro azul.
O calor marcou tua pele
Dei-te para que o rio curasse
E deitado no corpo da mãe terra,
O isqueiro azul.
As estrelas e eu vigiamos
tuas lágrimas cor de fogo
Minha mão guardava tua mão
E em meu corpo,
O isqueiro azul.
Entregas-te teu corpo a mim
Dei-te os últimos suspiros meus
Esqueci-me dentro de ti
E comigo, restou apenas
Teu isqueiro azul.
Para G.
30.11.2014.
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